Crônicas

Mãos sujas

A mão. A primeira e até hoje a melhor mídia da humanidade. Ela media toda e qualquer tarefa, ela permite chegar a tudo. Elas, as mãos, né, no plural, porque são duas na maioria das pessoas. Revoluções, descobertas, possibilidades, tudo deriva do uso de mãos. No futebol, durante os 90 minutos, elas são proibidas para […]

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O Neymar deve ser interpretado a partir do fracasso – ou: por que a cara dele é detestável

Regra hermenêutica: o Neymar deve ser interpretado a partir da derrota. Ele é o maior dos fracassados. Já eu sou um covarde e oportunista, naturalmente, pois que esperei a ocasião mais favorável para escrever. Que seja. Um romance? – Confesso que por muito tempo até pensei que Neymar fosse um herói trágico; aquele que, diante

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Memento Mori

“Embora fatores mensuráveis de velocidade, força, direção e extensão sejam comuns tanto às pessoas quanto aos objetos em movimento, é bem evidente que os movimentos do corpo humano são amplamente diferentes dos das máquinas. Até mesmo nas ocasiões em que o homem faz um trabalho e em que as ações de seu corpo têm que

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O Neymar das nossas cabeças

​Rara, aquela límpida e plácida tarde dominical de 2012 perdura na memória como se ontem fosse; dela lembro-me bem. Palco de artistas jogadores, o Major Antônio Couto Pereira julgou necessário reservar duas horas de sua imponente existência para o desfile do travesso Neymar da Silva Santos Junior, jovem insubmisso, rebelde implacável. O Coritiba, outrossim destemido,

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Joga pedra na Geni

“Você pode nos salvar, você vai nos redimir” Finda a dúvida, fecha-se a lacuna. O que todo mundo pagava para ver aconteceu. Neymar vai mesmo para a Copa. O que todo mundo torcia. Sim, mesmo que de maneira inconsciente. Aqui é o Brasil, precisamos de gente para torcer e principalmente para apontar os dedos. O

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Pode (ainda) o jogador lançar-se à transcendência?

“”A existência é o que nunca será objeto, a origem a partir da qual penso e ajo, da qual falo através de raciocínios que não trazem conhecimento algum; a existência é o que se relaciona a si mesmo e, desse modo, à sua transcendência”. A orientação no mundo não pode oferecer nenhuma orientação unívoca, cientificamente

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Rolar para cima